segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O IRS


Perante a crise actual e com todas as despesas do dia-a- dia que não são dedutíveis, é bom que aproveitemos aquelas que, por enquanto, ainda o são.

Portanto deixo aqui a minha mensagem:

- Quando comprar qualquer medicamento nunca se esqueça de pedir a factura ou o ”resivo” para o “erreesse”!!!

Os piolhos

Aqui temos um mal antigo que teima em permanecer apesar de todos os esforços para o erradicar: os piolhos.

Atribuiu-se sempre a existência dos piolhos à falta de higiene e é evidente que não havendo cuidados os piolhos em vez de morrer teimarão em sobreviver, mas o pior são as lêndeas que se agarram aos cabelos e mesmo mortas lá ficam. Só com muita persistência e ajuda de pentes próprios se consegue fazer uma limpeza completa da cabeça.

1 Pente de pentear os piolhos

1 Remédio para os piolhos, para botar nas camas das mulheres, não é de nenhum cão

Lembro que em algumas situações de desespero as mães chegavam a pôr nas cabeças dos filhos Baygon em pó, produto tóxico utilizado para matar formigas e outros rastejantes. Segundo me explicavam, atavam um lenço à volta da cabeça durante uns minutos e só depois a lavavam. Este era um processo arriscado que espero tenha caído em total desuso e esquecimento, pois eu só de o recordar sinto arrepios.

Felizmente que, entretanto, apareceram loções e champôs (Quitoso, Nix, Desintan, Charlieu, etc.) para este efeito. Estes produtos exigindo algumas precauções com o seu uso nada têm a ver com o perigo daquele pó.

Normalmente os piolhos aparecem nas escolas, sendo frequente a sua propagação, o que obriga a um reforçado cuidado de tratamento e também prevenção.

Recomendação:

Durante todos estes anos fiz questão de reforçar alguns dos cuidados a ter nestas situações e aproveito para fazê-lo uma vez mais, pois quem sabe ainda vos poderão ser úteis.

O primeiro cuidado é seguir cuidadosamente as instruções de utilização de cada produto para a limpeza das cabeças, sejam as loções ou os champôs, ou ambos. Depois vem a parte esquecida por muitos, a higiene das roupas, dos chapéus ou gorros, dos cachecóis, não esquecendo nada que tenha sido usado na altura em que apareceu a infestação e, essencialmente, ter o cuidado de mudar toda a roupa da cama. Seguindo todos estes conselhos e apostando na prevenção, lavando de quinze em quinze dias a cabeça com um dos champôs apropriados facilmente se consegue eliminar a praga.

As "cheringas"

As seringas, actualmente, só existem no mercado em embalagens individuais, devidamente esterilizadas e para uma só utilização, mas aqui há trinta anos atrás estas eram de vidro e havia a necessidade de proceder à sua esterilização, fervendo-as durante alguns minutos.

Nos meios pequenos, como não havia enfermeiros de serviço diariamente, recorria-se aos curiosos que, com mais ou menos habilidade, nos davam as injecções com uma seringa que servia para tudo e todos, mudando apenas a agulha em função do tipo de substância a injectar.

Para tentar dar uma ideia, a pessoa que tinha esta “habilidade” necessitava de ter uma ou duas seringas, vários tamanhos de agulhas e a sua respectiva caixa metálica, que servia como recipiente para a esterilização de todo o material.

No fundo, era um estojo metálico, que existia em dois ou três tamanhos, onde cabia a seringa, aberta, as agulhas e uma pequena grelha que funcionava como suporte para colocar a caixa em cima quando era posta a ferver.

Colocava-se álcool na tampa, que servia de base para a grelha, sobre a qual se punha a caixa com água, contendo o material necessário para a aplicação da injecção prescrita e esperava-se que fervesse.

Todo este procedimento obrigava a um demorado ritual, pois era necessário depois da esterilização do material aguardar o seu arrefecimento para poder ser utilizado.

Era mais uma oportunidade para pôr as conversas em dia, das maleitas ao trabalho que ficou por fazer…

Com a evolução apareceram as seringas descartáveis e desapareceram os “curiosos”. Também começou a existir um maior controlo dessas situações devido a complicações originadas por injecções mal dadas que provocavam "caroços", sendo por vezes necessário abri-los para drenar.

Hoje em dia as injecções quando prescritas já são acompanhadas de uma guia de tratamento de acordo com a disponibilidade do serviço de enfermagem do centro de saúde da área de residência.

É evidente que aos fins-de-semana as coisas complicam-se e ou se tem um enfermeiro familiar ou amigo ou estamos à mercê de quem se atreve a fazê-lo mesmo sem formação para tal.